Há lugares em que o clima é mais estável, mas algumas cidades e regiões passam por mudanças muito bruscas no tempo ao longo dos dias. Por isso, quase todo pai e toda mãe já viveram a cena de a criança amanhecer, do nada, com o nariz entupido, espirrando sem parar ou tossindo mais do que o normal.
Isso não é impressão sua. Esse padrão se repete ano após ano, justamente nos períodos de transição, quando a temperatura sobe e desce, o ar fica mais seco em algumas horas do dia e o corpo da criança precisa se ajustar rápido demais.
Para quem já enfrentou noites mal dormidas por causa de uma crise alérgica ou mal-estar que não parece melhorar, a pergunta que fica é sempre a mesma: dá para evitar que isso aconteça de novo na próxima mudança de tempo? A resposta é sim. Continue a leitura e entenda como proteger a saúde do seu filho o ano inteiro!
Por que as mudanças de estação mexem tanto com a imunidade infantil?
O sistema imunológico de uma criança ainda está em formação, e isso faz bastante diferença na hora de reagir às oscilações do clima.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, é normal que crianças pequenas apresentem entre 8 e 12 infecções respiratórias virais por ano, principalmente se frequentam creche ou escola, já que o organismo delas ainda está aprendendo a reconhecer e combater os agentes que circulam no ambiente.
Por conta disso, a variação brusca de temperatura, a maior circulação de vírus respiratórios e o tempo mais seco em certas horas do dia se somam e deixam as vias respiratórias da criança mais vulneráveis, o que explica por que a imunidade infantil parece “cair” bem no momento em que o tempo começa a virar.
Sendo assim, não se preocupe. Uma criança pequena simplesmente ainda não teve contato com todos os vírus e alérgenos que vai encontrar ao longo da vida, e cada exposição serve, de certa forma, para treinar as defesas do corpo.
O papel dos pais e do acompanhamento médico é justamente reduzir o impacto dessas fases mais sensíveis, sem tentar evitar por completo o contato da criança com o mundo à sua volta. Afinal, isso faz parte!
Por que as crises alérgicas aparecem justamente nessa transição?

E não é só uma questão viral, tá bom? A rinite alérgica é uma das condições que mais se manifesta nesses períodos de troca de estação, e os números ajudam a entender por que tantas famílias relatam o mesmo problema: ela atinge cerca de 26% das crianças brasileiras, chegando a 30% entre os adolescentes.
A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia aponta a mudança de temperatura como um dos principais fatores que desencadeiam essas crises, ao lado da exposição a ácaros, presentes em tapetes, cortinas e roupas de cama guardadas por meses.
Diferente de um resfriado comum, a crise alérgica não causa febre e tende a se repetir sempre que o gatilho volta a aparecer, seja uma mudança de temperatura, um ambiente empoeirado ou o uso do ar-condicionado. Reconhecer esse padrão é o primeiro passo para parar de tratar cada crise isoladamente e passar a cuidar da causa.
Qual é a minha abordagem preventiva para cuidar da imunidade da sua família?

Em vez de esperar a próxima crise para agir, é interessante trabalhar com uma proposta de acompanhamento preventivo, olhando para o histórico de saúde da criança e da família como um todo.
Isso envolve:
- entender a rotina de sono;
- entender como é a alimentação;
- saber mais sobre o ambiente em que a criança vive;
- conferir histórico de alergias na família e muito mais.
Tudo isso é importante para montar um plano de cuidado que reduz a frequência e a intensidade das crises, e não apenas trata o sintoma depois que ele já apareceu.
Como esse acompanhamento funciona pela telemedicina?

Esse tipo de investigação de rotina é conduzido com total eficiência pela consulta online. Durante a videochamada, nós conversamos sobre os hábitos da criança, revisamos exames e histórico já existentes e entendemos quais são os melhores ajustes para cada caso.
Eles vão desde cuidados ambientais simples até o momento certo de iniciar um tratamento preventivo, quando necessário. O retorno também acontece pela tela, o que permite ajustar a conduta rapidamente, sem esperar que a próxima crise já esteja instalada.
Quais são os sinais de que vale a pena buscar orientação médica?
Vale conversar com a médica quando:
- a criança apresenta crises repetidas de nariz entupido ou espirros sem febre;
- quando os sintomas pioram sempre no mesmo tipo de situação;
- quando o sono e o apetite começam a ser afetados pelas crises.
Buscar orientação nesse momento, antes que o quadro se agrave, é o que diferencia um cuidado reativo de um cuidado verdadeiramente preventivo!
Cuidar da imunidade infantil não precisa significar correr atrás do problema a cada mudança de tempo. Com acompanhamento médico constante e atento à rotina da família, é possível antecipar as crises alérgicas e proteger a saúde da criança durante o ano inteiro, com a mesma qualidade de um atendimento presencial e sem sair de casa.
Não espere a próxima mudança de tempo pegar a sua família de surpresa! Fortaleça a imunidade e cuide da saúde dos seus filhos com um acompanhamento médico atento, humano e sem precisar sair de casa. Clique aqui para falar com nossa equipe pelo WhatsApp e agendar sua consulta online com a Dra. Luciana.
